O blog onde o amaral é o ponta de lança ideal

Friday, August 24, 2012

Estimados amigos,
hoje, volvidos uns quantos meses desde a minha última aparição por estas bandas, trago-vos um tema que desde miúdo me inquieta e me põe a pensar sempre que vou viajar.
No inicio desta semana, que hoje acaba, cheguei de uma viagem familiar por uma série de ilhas mediterrânicas (oh para ele tão viajado que foi a 3 países, mas fala numa "série" para dar um ar de viajado). A viagem foi a bordo de um cruzeiro, com todas as mariquices a que eu, acho que, tenho direito.
O barco estava recheado de malta nova, outra menos nova, malta gira, malta menos gira e.....um tipo de gajos que teme em estar em todas as minhas viagens e que me faz questionar a sua vida, ao bom estilo do que fazia quando apanhava o "2" que ia da Serafina para o Liceu Maria Amália.
Estou-vos então a falar daquele tipologia humana que há sempre nas férias de todos nós, ou se calhar só nas minhas, seja no Parque de Campismo dos Pescadores da Costa da Caparica, seja num hotel de 5 estrelas em Saint Tropez ( tanto a um como a outro eu nunca fui, mas gosto de imaginar que sim), que é aquele tipo gordo/barrigudo/cabelo louro comprido/ rabo de cavalo/ com no mínimo 3 tatuagens por cada braço e perna/ argolas nas orelhas e manga à cava!
Se calhar é arrogância minha, ou coisa do género, mas digam lá que não ficam logo a imaginar qual será a vida deste tipo de gajos fora do ambiente de férias?!? Como será que eles ganham a vida? Em que raio de empresas trabalham eles que lhes permitem ter esta apresentação? E porque raio HÁ SEMPRE UM GAJO DESTES NAS MINHAS FÉRIAS?
Imagino sempre que ali estão a lavar dinheiro ou forangidos da justiça do seu país onde assaltaram um bando de velhinhas à saída da missa, quando na verdade eles devem olhar para mim e pensar "o que é que este tótó com síndrome de barriga grande está aqui a fazer e que não pára de olhar para mim onde quer que eu vá, como se me andasse a estudar?"
Por respeito, ou  na verdade, com medo, acabo sempre por me tentar abstrair da sua presença, mas pedindo sempre à minha mulher para guardar os nossos pertences num local seguro, para me acompanhar sempre que vou à casa de banho e para me dar a mão nos locais mais escuros.
Uma questão de precaução..

2 Comments:

Blogger Koba said...

Há sempre um exemplar desses, é verdade.

Normalmente quando os vejo, assumo que são americanos, proprietários de bares de má fama em locais tão inóspitos como Boise no Idaho ou Cheyenne no Wyoming. Estão cheios de cheta porque não há outro bar num raio de 500kms e por isso são os maiores na terra deles. Quando saem dali, acham estranho que os olhem de lado. Para eles e para o seu calçado: usualmente, uma meia branca enfiada num chinelinho de camurça.

Mas convenhamos que são bons patrões: se reparares, não só partilham o teu hotel, como ainda costumam ir acompanhados de uma das suas "funcionárias"...

Abraço

10:01 AM  
Blogger Pedro said...

lá que são bons patrões não duvido..basta ver o ar feliz com que as suas "funcionárias" todos os dias comparecem no pequeno almoço..
por fim, folgo em saber que o meu amigo tem estudo bem a geografia norte-americana.
abraço

7:17 AM  

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