Tudo bons rapazes!
Nas últimas 2/3 semanas, há dois temas que não podem deixar de fazer parte do "menu" de qualquer noticiário televisivo: o fugitivo de Aguiar da Beira e a guerra Taxi VS Uber.
Quanto ao primeiro tema, confesso que tenho acompanhado esta história à distância.
Contudo, numa das poucas reportagens que vi sobre o assunto, tive a sorte de apanhar uma entrevista com o médico do fugitivo e com uns seus vizinhos, que muito me ajudaram a perceber o quão injusta a comunicação social tem sido com este tipo.
De facto, conforme defenderam ambos os inquiridos, o fugitivo é um tipo porreiro, "de boas familias", o qual, vejam só a loucura, cumprimentava as pessoas na rua sempre com um "bom dia", "boa tarde", "boa noite".
Pá, e agora, só porque o mesmo: 1) matou um GNR; 2) feriu um outro GNR; 3) matou um tipo que ia com a mulher no carro; 4) deixou a referida mulher entre a vida e a morte; 5) agrediu uma velhota e seu vizinho, esquecem-se de todas as virtudes que acima referi?
É muito injusto.
Assim como é injusto menosprezar as nossas forças policiais que tão bom trabalho está a fazer.
O que se passa, na minha opinião, são falta de meios.
Tivesse a GNR ali um radar à mão e iam ver se não apanhava logo o senhor-simpático-que-só-matou-dois-feriu-três-e-roubou-não-sei-o-quê.
Agora, metem os homens a andar a pé, à chuva e sem ser para ir cravar um café ao restaurante da bomba de gasolina, e estão à espera do quê?!?!?
Quanto ao segundo tema, limito-me a dizer, muito sinceramente, que estou com os taxistas.
E isto, não é porque ache que os motoristas da UBER sejam beneficiados no que quer que seja em relação aos taxistas.
Estou do lado dos taxistas, porque, para mim, acabar com o taxista, é acabar com o único dado garantido quando vamos viajar e apanhamos um táxi no aeroporto: ser roubado.
E acabar com isto, meus queridos amigos, é acabar com a tradição. E se é para isso, não contem comigo.
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